Diz-se que a verdadeira canela (Cinnamomum vera ou C.zeylanicum), da família das lauráceas, é originária do Ceilão, tendo sido depois introduzida no Sudoeste da Índia. A sua cultura, no entanto, estendeu-se ao Brasil e a destinos como a Martinica, Madagáscar, Java, a Jamaica, o Vietname e as Seicheles.
A canela já foi mais preciosa do que o ouro e a prata. O poder aromático desta planta era já conhecido na China e na Índia no século IX a.C. O herborista inglês do século XVII, Nicholas Culpeper, recomendava a canela como preventivo contra o escorbuto. A canela da China (Cinnamomum cassia), utilizada há mais de cinco mil anos, tem sabor mais ardente e a sua cor é mais avermelhada.
Os portugueses conquistaram Ceilão em 1536 com o único propósito de alcançar o monopólio do lucrativo comércio da canela mas entraram em guerra com os holandeses que foram ganhando controlo sobre as especiarias do sudoeste asiático e monopolizaram o comércio da canela durante bastante tempo tendo, no entanto, perdido este monopólio para os franceses e mais tarde no século XVIII para os Ingleses.